Domingo é dia de não ter hora para acordar. Mas, dependendo da programação, vale a pena ajustar o despertador para um horário que não judie do sono. A apresentação da peça infantil Contos Caipiras, da Companhia Atos Trio, às 11h do próximo domingo (27) na Casa da Dona Yayá, pode ser um bom motivo para levantar só um pouquinho mais cedo.
O local, uma bonita e antiga construção restaurada que hoje abriga o Centro de Preservação Cultural da USP – Universidade de São Paulo, acolhe com frequência boas apresentações de música e arte, algumas delas ligadas diretamente ao mundo rural.
Em Contos Caipiras, a criançada vai poder conhecer ou rever vários elementos bem peculiares da vida do campo: compadres e comadres inspirados em personagens do folclorista Câmara Cascudo e do escritor Guimarães Rosa, momentos de música com viola caipira, chocalhos indígenas e até sons produzidos por chaves e garrafas pet.
A Casa da Dona Yayá fica na rua Major Diogo, 353, bairro Bela Vista, em São Paulo, SP. E para fechar: o espetáculo é gratuito. Para mais informações, o telefone é (11) 3106-3562.
Máscaras africanas para ritual de feitiçaria? Cartaz de filme de terror? Não, só um exemplo de adaptação das espécies às condições da natureza.
Os monstrinhos da foto são, na verdade, dois peixes marinhos que, para nossa felicidade, vivem a maior parte do tempo em grandes profundidades, em águas tropicais e subtropicais. Da família Sternoptychidae, esses seres podem pertencer a diversas espécies, mas seu tamanho nunca chega a muito mais do que 10 centímetros.
Para sobreviver em um ambiente onde a pressão é muito forte, esses animais assumiram ao longo de sua evolução um formato achatado – por isso também são conhecidos por peixes-machado. Os grandes olhos, que nos parecem tão assustadores, são na verdade ferramentas adaptadas à caça de pequenos crustáceos em locais de baixíssima luminosidade.
Esses peixes vivem em profundidades que podem ultrapassar os mil metros, mas à noite vêm buscar alimento em águas mais superficiais (mas fique tranqüilo que você pode nadar à vontade: em geral, eles não ultrapassam os 100 metros de profundidade). É por procurarem comida em águas superiores que, dizem os cientistas, seus olhos estão permanentemente apontados para cima.
A fazenda Serrinha, em Bragança Paulista, a 90 km de São Paulo, divulga diariamente as notícias sobre o festival de arte que acontecerá até o dia 27 de julho. Entre as muitas oficinas programadas para o evento, os destaques ficam para a aula de culinária com a chef Morena Leite
A aula de culinária só para crianças
E um curso de construção sustentável com o designer Hugo França
Quem tiver interesse na programção que se encerra daqui 10 dias, é só ligar para: (11) 4032-8177, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h.
Já leu a edição do mês da revista Globo Rural? Ainda não?
Então assista ao vídeo acima, apresentado pela repórter Clarice Couto. Ela dá os detalhes da reportagem que fez no oeste baiano, tema de capa deste número, e ainda fala sobre os destaques da edição, como as tendências da pecuária e uma nova moda americana: o "aluguel de agricultor".
Cientistas argentinos estão fazendo uma experiência para medir o impacto do gás metano no aquecimento global. O foco do estudo é o metano emitido pelo gado bovino na atmosfera, na forma de arrotos e flatulências. De acordo com algumas pesquisas, o metano é 23 vezes mais potente em manter o calor na atmosfera do que o dióxido de carbono.
Para medir esse volume, os pesquisadores coletam o material produzido no estômago dos animais através de um tubo, armazenando num cilindro plástico mantido nas costas do bicho. Cerca de dez vacas estão sendo usadas no experimento. Cada animal, de cerca de 550 quilos, pode gerar de 800 a mil litros de “emissões” por dia.
Pelos cálculos iniciais dos pesquisadores do Inta – Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola, cerca de 30% do gás-estufa gerado na Argentina provém de seu rebanho bovino. Na região dos Pampas, o país mantém 55 milhões de cabeças de gado.
Os cientistas agora vêm tentando desenvolver uma nova dieta para o rebanho, para diminuir a produção de metano, substituindo os grãos por gramíneas como alfafa e trevo, por exemplo. Há indícios ainda de que a adição de tanino à ração pode reduzir 25% do gás emitido.
A estimativa de renda agrícola, para a safra de 2008, calculada a partir dos últimos levantamentos da Conab - Companhia Nacional de Abastecimento, e do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, chega a 155,27 bilhões de reais.
O valor corresponde a 20 lavouras, entre as temporárias como soja, milho, arroz, trigo, cana-de-açúcar, e algumas permanentes como café, cacau, laranja e uva. O valor obtido representa, em relação a 2007, um acréscimo de 17,11%, já descontada a inflação.
Entre os produtos analisados, seis apresentam redução de renda em relação ao ano passado: algodão herbáceo, cana-de-açúcar, mandioca, pimenta-do-reino, tomate e uva. A variação negativa decorre de efeitos de preços e quantidades.
Com exceção da mandioca, os demais alimentos tiveram redução de preços em relação ao ano passado. De acordo com o coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, o produto que mais chama atenção é a cana-de-açúcar.
'Mesmo apresentando aumento de produção de 14 % em relação a 2007, (a cana) sofreu acentuada queda de preços, levando, portanto, a uma redução da renda desse produto. Outros 14 produtos apresentaram elevação de renda em 2008", afirma.
Os maiores aumentos ocorrem no feijão (87,78%), café (48,69%), trigo (40,79%), soja (31,83%) e milho (30,65%).
Definitivamente, ninguém sai impune na guerra contra o aquecimento global. Se você está feliz da vida porque acaba de comprar uma televisão de tela plana, saiba que o gás usado na fabricação do produto, o Trifluoreto de Nitrogênio (NF3) é 17 mil vezes mais forte que o malvado dióxido de carbono (CO2).
A informação consta em um relatório, elaborado pelo professor Michael Prather, da Universidade da Califórnia (EUA), publicado na revista New Scientist. O problema é que o NF3 não está incluído no Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, já que na época a produção do gás era muito pequena. Onze anos depois, a metade dos aparelhos de televisão fabricados em todo o mundo são de tela plana. Ou seja, neste ano, serão produzidas 4 mil toneladas de NF3.
O caso das TVs de tela plana é só mais um fator nesse complexo duelo entre desenvolvimento/tecnologia e sobrevivência/sustentabilidade. É estranho pensar que, no decorrer dos séculos, as populações do mundo aumentaram e, para dar alimento e conforto a todos, o homem saiu atrás de veículos que diminuíssem as distâncias, tecnologias que demandam grandes quantidades de energia e técnicas que aumentassem a produção de alimentos – incluindo a polêmica biotecnologia.
O crescimento de fato veio, ainda não aterrisou por completo, e já não sabemos como conter as consequências ambientais de cada passo dado. Alguns estão voltando ao que tudo era no princípio: veículos de transporte sem combustível – a bicicleta, inclusive em São Paulo, apesar de ainda contar com poucos adeptos –, alimentação sem agrotóxicos, comércio justo, comunidades autosuficientes. Parece que estamos num jogo de varetas, onde mais cedo ou mais tarde, movendo uma, fazemos desmoronar todo o resto. Clarice
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, afirmou que os britânicos precisam cortar o desperdício de alimentos para ajudar no combate ao aumento do custo de vida. Uma pesquisa oficial revelou que as famílias britânicas jogam no lixo 4,1 toneladas de alimentos em perfeito estado por ano, o que custa a cada família cerca de 420 libras anuais (cerca de R$ 1,3 mil).
"Se vamos baixar os preços dos alimentos, também devemos fazer mais para lidar com a demanda desnecessária, todos nós devemos fazer mais para cortar o desperdício de alimentos na Grã-Bretanha que custa, em média, 8 libras (cerca de 25 reais) por semana, em cada casa", disse.
Segundo o relatório, cada família britânica gasta 9% da sua renda em alimentação. A pesquisa indica ainda que até 40% dos alimentos cultivados nos países em desenvolvimento podem ser perdidos antes do consumo devido ao processamento, estocagem e transporte inadequados.
O relatório também conclui que mais pesquisa é necessária para determinar se a produção de biocombustíveis causará mais aumento nos preços de alimentos.
Pense num “espaço” que reúna tigres, cobras, macacos e... pandas! Poderia ser a Mata Atlântica, o Pantanal, a floresta amazônica e até o Cerrado. Mas colocando um panda no meio, só dá para pensar em cinema e na animação que estréia esse fim de semana nas salas de todo o Brasil: Kung Fu Panda.
Da mesma DreamWorks que produziu o hilário Shrek, o filme traz um panda desajeitado mas apaixonado por kung fu, que recebe a missão de ser o maior guerreiro dessa arte em sua região. Há quem diga que é o melhor da produtora desde a série Shrek. Boa opção para crianças, e também adultos, se divertirem nos próximos dias com o mundo animal em versão cinematográfica.
Dá uma olha aí em cima no trailer. A versão está em inglês, mas nos oferece uma boa mostra do que vem pela frente (aí sim, também em versão dublada).
Uma propriedade rural costuma ser formada por agricultura ou criação de algum animal. Mas a fazenda Serrinha, em Bragança Paulista -- 90 quilômetros de São Paulo –- voltada para o turismo rural, descobriu uma vocação diferente. Desde 2001, os irmãos Fábio e Marcelo Delduque abrem as porteiras para um festival de arte com 20 dias de duração, que nesse ano será de 7 a 27 de julho. “Oferecemos as opções de uma metrópole sem estar nela”, comentam.
As oficinas de artes plásticas, com Dora Longo Bahia; fotografia, por Iatã Cannabrava; literatura, com Alice Ruiz e gastronomia, comandada por Morena Leite, por exemplo, seguirão o tema da atual edição -- Natureza dá Arte. Além dos cursos, com preços variados, existem palestras gratuitas e o público pode visitar instalações permanentes de artistas como Bené Fonteles, Fernando Limberger e Luiz Hermano. Para entrar em contato, ligue (11) 4032-8177, de segunda a sexta, das 13h às 18h.
Carlos Gutierrez, repórter, está na equipe desde 2006. Cuida do site da revista e está sempre em busca das principais novidades agropecuárias no mundo digital. No seu tempo livre, gosta de ler, colecionar gibis e torcer para o time mais glorioso do mundo, o Sport Club Corinthians Paulista. cgutierrez@edglobo.com.br
Luis Roberto Toledo, editor, é paulistano de nascimento, mas é do campo por devoção. Está na equipe da revista desde os anos 90. Nesse tempo todo, conheceu a produção agropecuária em quase todos os estados brasileiros - mas ainda quer ir ao Acre, Amapá, Pará e Roraima. ltoledo@edglobo.com.br
Ernesto de Souza, editor de fotografia, está presente desde a primeira edição e tirou a foto de capa da GLOBO RURAL nº01. Ganhador de dois Prêmios Esso de Reportagem e do Prêmio Gabriel Garcia Marquez de Jornalismo. Gosta de beber seu uísque e brigar com o pessoal da arte. sesouza@edglobo.com.br
Janice Kiss, chamada de Jan para encurtar o nome, de origem húngara, que muita gente acha fictício. Lida com temas sobre meio ambiente, tecnologias rurais, cuida da seção literária (crônicas) e algumas vezes testa as receitas colhidas no campo numa diminuta cozinha paulistana. jkiss@edglobo.com.br
Luciana Franco, 37 anos, chegou à revista em 2004. Escreve matérias sobre o cotidiano de pequenos e médios agricultores e gosta também de temas ligados ao agronegócio nacional. Nas horas vagas leva uma vida caseira com o tempo dividido entre os filhos Vitor, 6 anos, e Isabel, 1 ano. lfranco@edglobo.com.br
Mineiro de Juiz de Fora, radicado em São Paulo há séculos, José Augusto (Duarte) Bezerra é editor-chefe da revista. Perdeu o trem em Triqueda - lugar de grandes pastéis no passado -, mas continua correndo atrás dele. Trabalha bastante, lê muito e fala pouco (mais ouve do que diz). Gosta da revista e de tudo o mais que se relacione ao campo. jbezerra@edglobo.com.br
Valter de Oliveira Silva, diagramador, está na revista desde 2005. Como bom paulistano, adora sua cidade, mas não dispensa o contato com o campo, influência dos pais e esposa sertanejos. Gosta de literatura, cinema ou uma boa trilha sonora no seu fone de ouvido.
vosilva@edglobo.com.br
Sueli Minori Issaka, editora de arte, está na revista desde 2002. Filha de imigrantes , herdou do pai - técnico agrícola e veterinário no Japão - o interesse pelas coisas do campo. Também aprecia as artes plásticas, a fotografia e a vida caseira com o marido, a filha e três vira-latas.
sissaka@edglobo.com.br
Clarice Couto, repórter, acabou de chegar à redação, mas o contato com o interior vem da infância, vivida numa cidadezinha do litoral do Paraná, e de outros trabalhos no setor. Como todo jornalista, adora ler, e tem um apreço especial por música, dos gringos e dos nossos. E moda de viola? Ooo, com certeza. ccouto@edglobo.com.br